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Urubus esperando que o método XPTO morra! - AgileIT Institute

Urubus esperando que o método XPTO morra!

Não demorou muito para aparecerem os “vendedores urubus”…

Depois que comentei sobre os “vendedores de bala de prata“ recentemente. 😊

 

Que, resumidamente, são alguns “papagaios de piratas” que reacendem alguns posts sobre a morte de algum método, prática ou framework.

 

Todos em sua maioria, acabam revelando palavras fortes e de efeito como:

 

“A palavra X trás um efeito negativo pois as #pessoas esqueceram a essência dos fundamentos de XPTO”

 

“O #chefe ou o #gestor é inútil ou ultrapassado, visto que não seguem as #tendências XYZ…”

 

“O processo ou método Y é obsoleto, pois as #pessoas não possuem responsabilidades pela entrega…””

 

Já vou adiantar o spoiler: Não vai demorar muito, tipo um ou dois posts a frente, para este mesmo tipo de “vendedor urubu” te apresentar uma “nova solução mágica”…

 

que resolve tudo o que as soluções até então “mortas” não resolveram.

 

E curiosamente, ele também vai te falar de novos métodos, técnicas, processos, abordagens, etc, etc.. etc…

para um #contexto que os métodos que alegam mortos deveriam resolver, mas…😉

 

Mas enquanto eles não chegam lá, a grande maioria dos “vendedores urubus” destacam o quanto estão arrependidos e magoados com tais abordagens.

 

E o quanto querem desistir e se afastar de tudo isso.

De fato, tem uma essência que muito pseudo agilista esqueceu, inclusive o “vendedor urubu”:

 

“A agilidade aprende não só com os acertos! Mas com os erros também! E se fortalece com eles”

 

CONTEXTO

 

Afinal, o contexto da qual o movimento ágil nasce é justamente o da #incerteza.

 

Como já descrevi em outra aula, sobre as diferenças entre as abordagens da gestão da tradicional e da gestão ágil.

 

Repare que chamo a atenção de duas palavras no discurso do vendedor urubu: contexto e pessoas.

 

Contexto é o que define também muitas das ferramentas e métodos, sejam elas tradicionais ou ágeis.

 

Veja que NÃO são os métodos ou as ferramentas que fazem julgamento de valor sobre como deveria funcionar melhor para um determinado problema.

 

Na verdade, eles surgem a partir de um contexto, para a solução de um ou mais problemas. Restritos para um contexto.

 

Quem vai fazer o julgamento de valor sobre a aplicabilidade, ou sucesso e fracasso de um framework ou ferramenta são…. #pessoas!

 

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PESSOAS

 

E é aqui que mora o problema: Muitas vezes, a incapacidade de fazerem um juízo adequado sobre o contexto aplicável…

 

ou sobre a interpretação mínima de texto sobre a utilidade de uma ferramenta…

leva a adotarem ações superficiais, ou no mínimo, procedurais…

 

sem compreenderem que ferramentas, processos, métodos, existem para darem suporte a pessoas… e não ao contrário!

 

E essa falta de compreensão básica foi o que leva a muito engano no mercado. O que já aconteceu e ainda vai acontecer com vários conceitos e abordagens.

 

Assim como já aconteceu com Royce, que ironicamente lhe foi atribuído como pai do modelo que seria reconhecido como Waterfall…

que posteriormente motivou a até a criação de escolas e institutos sobre o tema…

quando na verdade Royce era um grande crítico deste tipo de modelo.

 

Todo o ambiente da gestão ágil vem para dar suporte para as #pessoas lidarem com mudanças em ambientes de incertezas.

 

O que nos leva a um caminho de aprendizado constante.

 

É disso que se trata a agilidade:

 

De aprendermos, mesmo sem saber nem o como direito ainda.

 

DESENVOLVIMENTO HUMANO ÁGIL

 

E para isso, o ambiente ágil tem como uma de suas premissas incentivar o desenvolvimento do potencial humano…

mais do que processos e ferramentas.

 

Então eu fico supresso quando vejo um pseudo agilista dizendo que quer se afastar da “agilidade” porque as pessoas não estão aprendendo ou entendendo

 

visto que um dos propósitos ágeis é o ambiente de desenvolvimento contínuo…

desenvolvimento individual e coletivo…

 

afinal, de nada adianta um pseudo líder ágil cheio de certificados… se seus liderados não possuem um ambiente de aprendizado.

 

Não digo o aprendizado dos liderados é de responsabilidade do líder ágil.

 

Eu acredito que o desenvolvimento profissional é de responsabilidade de cada profissional acima de tudo.

 

Porém, indiretamente, cabe ao líder ágil ajudar a criar um ambiente em que seus liderados possam aprender com os erros também…

para não ficarem errando eternamente.

 

VOCÊ JÁ NASCEU ANDANDO?

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“Mas André, não tenho paciência para ficar ensinando” Bom, sério? Será que você está na profissão correta?

Ou melhor, vamos um pouco mais fundo:

 

Vou dar um exemplo prático que não importa se você é pai ou mãe.

 

Aqui, ninguém nasceu já andando, certo?

 

Você também aprendeu a andar. E neste processo, você também caiu muitas vezes…

E tudo bem, natural…

Agora, imagina se na primeira queda falassem:

 

“Aff, não sabe nem andar… Não serve, está morto!”

 

O processo de aprendizado ágil não é imaculado. Nem aplicável a qualquer contexto.

 

Logo, haverá falhas. Lembre-se, o ágil nasce em um ambiente de alta incerteza e alta complexidade.

 

A MAIORIA FALHA NA PRÁTICA DA ABORDAGEM

 

Agora, cabe às pessoas, identificar onde foi a falha, e ver se o contexto era aplicável, e…

se era, onde o processo ou a abordagem falhou, para aprenderem.

Agora, na minha experiência, adivinha: Nem sempre é uma falha de abordagem, mas uma falha da prática da abordagem!

 

E adivinha novamente: Quem pratica não é o método, e sim pessoas!

 

Logo, quando vejo um pseudo líder dizendo que não aguenta mais…

e quer se afastar dos princípios ágeis…

das quais ele mesmo dizia acreditar… e talvez ainda acredita…

mas procura rejeitar por frustração ou desilusão…

 

digo SIM que compreendo, e é natural…

porém, digo também, que isso diz mais sobre ele…

do que sobre os métodos ou processos que ele julga…

afinal não podemos julgar métodos ou processos…

mas sim os comportamentos que pessoas têm diante dos métodos e de processos que atuam.

 

Quando alguém diz que desiste por desistir…

de seus próprios princípios…

quando não um processo psicológico prejudicado claro…

descartando tudo o que já funcionou e deu certo…

só por causa dos erros as quais nem ele/ela mesmo tem controle…

eu me pergunto do que mais ele/ela é capaz de desistir.

 

Será que isso é só mesmo uma desilusão momentânea…

Ou esse comportamento se repete em outras esferas de sua vida?

Digamos, nos seus relacionamentos profissionais? Ou nos relacionamentos pessoais, como amizade, família, filhos/filhas ou cônjuge???

 

Então devolvo a reflexão:

 

O que morre afinal? O método ou a pessoa?

 

Já que o método ou ferramenta não tem vida, acredito que esta é uma pergunta retórica 😉

 

Fez sentido!

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Vamos desmistificar a gestão ágil!

 

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Um grande abraço e te vejo em breve!

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